O Vento forte assobia
Entre as paredes das casas,
Levando a poeira nas suas asas
Entre as paredes das casas,
Levando a poeira nas suas asas
As árvores dançam ao seu som,
Há milhares de anos,
Conhecem o seu ritmo e tom,
Apesar de não terem ouvidos.
Há milhares de anos,
Conhecem o seu ritmo e tom,
Apesar de não terem ouvidos.
Os primeiros pingos caídos,
Na testa,
Na testa,
Anunciando está chegando o fim
da festa...
De entrar para casa,
da festa...
De entrar para casa,
As cortinas se fecham,
São cortinas feitas de nuvens cinzentas,
Atrás do cinza habita o mistério,
Uma revoada de pássaros cruza o céu,
Por cima do cemitério!
Por cima do cemitério!
As crianças param de jogar o futebol
no asfalto,
no asfalto,
A meninada olha assustada para o alto,
Tantos pássaros brancos...
Parecem pontos no céu,
Parecem pontos no céu,
Quem sabe os homens
Visto de cima pelos pássaros
Visto de cima pelos pássaros
Também pareçam pontos,
Se é que pássaros reparam em homens,
Os achariam tontos...
Os achariam tontos...
De qualquer forma as crianças
estão convencidas que sim,
estão convencidas que sim,
Acenam e gritam "tchau passarim"
Ninguém sabe direito para onde os pássaros vão,
Um velho metido a sábio diz as crianças:
"Os pássaros vão se esconder em cima das nuvens, após dobrar à esquerda no arco-íris
"Os pássaros vão se esconder em cima das nuvens, após dobrar à esquerda no arco-íris
Por isso eles desaparecem da nossa visão!"
Faz sentido elas pensam,
Certamente sobre as nuvens não chove,
Certamente sobre as nuvens não chove,
As crianças entram para a casa
quando a chuva fica mais forte,
quando a chuva fica mais forte,
Ao se deitar para dormir,
um dos meninos imagina,
um dos meninos imagina,
Que se pudesse seguir os pássaros
Bem de perto,
Bem de perto,
Poderia encontrar a passagem para o mistério,
O segredo seria descoberto...
O segredo seria descoberto...
E então, jogar futebol sobre as nuvens mesmo em dias de chuva!
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