Cegueira social
Cegueira Social
Todo mundo,
Fingia que nem via,
O mendigo que sofria,
Na rua em agonia.
Fingia que nem via,
O mendigo que sofria,
Na rua em agonia.
Ele estava fedido,
Não tinha nome,
Somente apelido.
Não tinha família.
E sequer um amigo.
O inverno o congelava,
A chuva o encharcava,
O Sol o abraçava,
A fome o matava.
Uma manhã,
Na calçada onde morava,
O corpo sem nome,
Apareceu sem vida,
Sem frio, sem sonhos, sem fome.
Na calçada onde morava,
O corpo sem nome,
Apareceu sem vida,
Sem frio, sem sonhos, sem fome.
Em
volta da calçada
A multidão aglomerada,
Quando já não tinha o que fazer,
Disputava para dar uma olhada,
Naquele que antes ninguém queria ver.
A multidão aglomerada,
Quando já não tinha o que fazer,
Disputava para dar uma olhada,
Naquele que antes ninguém queria ver.
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