O garoto que inventava poemas
Mãe,
preciso de uma jarra,
Um
espelho, um pente,
Umas
engrenagens,
E
uma sirene,
Porque
hoje vou inventar!
Ainda
não sei o que vai ser,
Um
disco voador, um avião,
Um
som, um radar.
Mas
hoje estou criativo,
Sinto
que vou inventar!
Mãe,
também vou precisar de adesivo,
Verniz,
pincéis,
E
papéis para planejar,
Posso
pegar?
Mãe,
posso usar o seu secador de cabelo?
É
que quero inventar algo diferente,
Um
incrível aparelho,
Antes
que outro alguém o invente!
Mãe,
você não me acha um garoto inteligente?
Meu
processo criativo,
É
ao contrário,
É
invertido,
Controvertido,
Desconhecido
por mim mesmo,
Primeiro
faço,
Depois
penso
O
que é!
Junto
tudo e vou fazendo,
É
assim que surge o meu invento,
É
como o vento,
Não
sabe para onde vai e nem de onde vem,
Mas
se sente no rosto,
Inventar
é muito gostoso!
Eu
sinto que vou fazer algo incrível hoje mãe,
Aí
começo, escrevo o projeto,
Mas
sai tudo ao contrário...
Um
processo criativo ordinário,
Obra
de louco,
Mas
se no percurso surgir algum problema,
E
se nada der certo, mãe, será por azar
Mesmo
assim prometo que lhe invento um poema
Para
me retratar!
Lótus
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